quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cantarei Teu amor, pra sempre.



Pensar sobre a vida é engraçado. Raramente me pego pensando sobre a vida de forma geral, ou seria isolada?!

Normalmente fazemos aquela distinção entre problemas, alegrias, tristesas, problemas de novo.
Mas, o que é a soma de tudo isso senão viver?

Muitos homens já tentaram definir a vida, o que é viver. Poetas, escritores, enfim.

Gonzaguinha cantou:  "E a vida, o que é ? diga lá meu irmão! Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão? Ela é maravida ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é meu irmão. Há quem diga que a vida da gente é um nada no mundo. É uma ponta, é um tempo que nem dá um segundo. Há quem fale que é um divino mistério profundo. É o sopro do Criador, numa atitude repleta de amor.

Eu não sei muito sobre a vida, mas acho que numa coisa Gonzaguinha acertou quando disse "É o sopro do Criador, numa atitude repleta de amor.". Eu creio num misterioso ato de amor de criador para criatura. Tal qual é o amor de um pai pelo filho. O afago protetor, o abraço de quem nos quer bem. Pra mim tudo na vida remete a Deus, tudo converge para Ele.
A natureza grita sua glória!
Enquanto nós gritamos nossos problemas, como se Ele já não o conhecesse.

Queremos, pretenciosamente, dizer: Deus!! Não vês? Tu não escutas? Não sentes a minha dor?! Não enxergas as lagrimas que jorram do meu coração?

Como poderia não ouvir, não saber.
Se é quando choro minhas dores que eu Te sinto mais perto. Ou é nessa hora que te busco com mais intensidade?!

Ensina-me Pai a ter um coração que Te glorifique, em todo o tempo.
Que cada traço do meu ser glorifique Tua majestade.

Canterei Teu amor, pra sempre.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Não, adeus.



Ele: "Sabe, eu poderia te abraçar para sempre, e ainda não seria o bastante!" 
Ela chorou e poderia chorar para sempre, mas nada curaria aquela dor.
Dois corações: partidos, separados, ligados por um amor impossivel e irrevogável.

(Porque eu sei que ainda vou ser a madrinha de vocês, por me fazerem acreditar que não há nada que possa separar um grande amor)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Telefonema.




Era uma noite comum, todos em casa, com os seus afazeres. Cada um imerso em seu pequeno mundo de tarefas e distrações. E eu, mais um dia a observá-los, todos os movimentos, todas as feições. Tinha concluído a parte que me cabia mais cedo e estava à janela a contemplar o luar e as pessoas que pela calçada passavam.

Era freqüente esse tipo de atividade para mim, nunca tive uma vida agitada, tão pouco interessante.

Vivia num constante marasmo, sonhava – acordada – no dia em que esse cinza, milagrosamente, ganharia cor. E foi pensando – mais uma vez – sobre isso, neste dia, que tudo mudou.

Já passavam das 18:30, quando o telefone tocou, eu comumente atendi:

- Residência dos Snoardhberg, quem fala?

Uma voz de homem falou, não era voz de velho, tão pouco a de um rapazote, era educado e atencioso, contudo, direto e expressivo.

- Boa noite, Isabelle Scott, por gentileza? 

- Desculpe, não há nenhuma Izabelle aqui, por acaso o Senhor deve ter discado algum número errado! 

A voz ultrapassara o aparelho telefônico e parecia inundar toda a sala, era cálido, conciso, fortemente seguro e ao mesmo tempo doce.

- Não existe ‘acasos’ Senhorita... 

- Snoardhberg, Lara Snoardhberg! – Respondi rápida e impulsivamente.

- Contudo, nesse caso, Srtª. Snoardhberg, que o destino nos permita um novo ‘acaso’. Tenha uma boa noite. 

Do outro lado a linha caiu e eu continuava com o telefone ao ouvido, parada, estatalada. Tentando compreender, o que tinha acontecido?

Nada. De fato, não era nada. Mas lá no fundo, dentro de mim, algo relutava e queria de novo, o que quer que tenha sido aquilo. Aquela voz , como uma brisa, entrara na minha mente, sem nenhuma vontade de sair...

Passei dias pensando naquele momento, até que finalmente decidi que iria encontrar aquela voz novamente. Mas no mesmo instante, fui pega, como conseguiria, não sei um nome, nem um número. Seria impossível.

Lembrei-me que o que o fez ligar tinha sido uma confusão de números ao discar, tentei substituir os quatro números finais, depois o mesmo usando o pré-fixo. Nada. Provavelmente falei com todas as pessoas do bairro, mas não encontrei aquela voz, nem mesmo alguém que se chamasse Izabelle Scott.

Não haveria como, nunca mais voltaria a ouvi-lo, acasos existem sim, Senhor. Eles acontecem...

Três semanas, 5 dias e 12 horas. E minhas esperanças a essa altura não passavam de uma leve lembrança adormecida daquela voz que agora eu começara a esquecer, apesar da minha luta em permanecê-la intacta na minha mente. Já fazia tanto tempo... era preciso um esforço para poder lembrá-la com total fidelidade. Mas, ainda assim, bastaria apenas uma palavra para que reconhecesse a ‘minha voz’, a voz que tão solenemente preencheu meu coração. Foi perdida nesses pensamentos que o telefone tocou. Não quis atendê-lo, já não era prazeroso como outrora. Deixei-o tocar, até que outra pessoa o atendesse por mim. Mas ninguém o fez, estavam, como sempre, imersos em seus mundos vazios, em suas rotinas, acomodados ao nada. Custosamente, levei-me até o aparelho que tocava insistentemente, acomodei o telefone ao ouvido e antes mesmo que alguma coisa saísse de minha boa, a voz do outro lado falou:

- Boa noite, Lara. 

Meu coração, disparou!

(Eu nem lembro mais quando foi que eu escrevi essa história, só lembro que foi no Ensino Médio, aula de redação e tals... Enfim não preciso nem dizer, é pura ficção! rs )

Beijos.

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